Novidades!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Oi pessoal!
Ao lado estão a lista de Blogs dos outros temas que estão sendo abordados em Bioquímica e Biofísica. Existem duas listas: a de Tutoria Conjunta e a de Tutoria Exclusiva. Não percam a oportunidade de ler os outros blogs, que também estão super interessantes. Infelizmente ainda faltam blogs a serem criados, mas nós iremos atualizando a lista e avisando a vocês os novos que forem surgindo. Por enquanto, faltam em Tutoria Exclusiva: Diabetes e Extremos da Tolerância; em Tutoria Conjunta: História da Insulina e Óleo de Lorenzo. Em cada lista, aparece em negrito o título do blog (ou seja, o assunto do qual ele vai tratar), mais embaixo aparece em letra normal o título da última postagem feita pelo grupo e em vermelho e itálico aparece há quanto tempo foi a postagem.
Divirtam-se.




Postagem por: Augusto Arcanjo

Estudo consegue "desligar" neurotransmissor da gordura

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

"Os pesquisadores já sabiam que um tipo específico de neurotransmissor é bastante ligado ao apetite, ao ganho de peso e a obesidade. Mas agora, além disso, eles conseguiram manipular essa substância, o que pode ter sérias implicações terapêuticas no futuro.
"Nós não sabemos se a nossa descoberta poderá ser usada para controlar a obesidade como um todo, mas para refazer as formas do corpo, por meio da retirada ou até da colocação de bolsas de gordura, ela poderá ser muito boa", explica Zofia Zukowska, do Centro Médico da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.
Todos os estudos feito com o neurotransmissor chamado de neuropeptídeo Y, ou apenas NPY, ocorreram em laboratório e em camundongos, mas isso não tira o otimismo dos autores da pesquisa.
"A manipulação do NPY permite o desenvolvimento de uma nova ferramenta para os cirurgiões plásticos", explica Zukowska. "Será possível retirar gordura das nádegas e colocá-la, depois, nos seios ou nas bochechas", disse a autora do estudo, publicado ontem na revista "Nature Medicine".
Como o NPY é um dos responsáveis por tornar determinados tipos de gordura mais perigosos que outros, o bloqueio dessa via química deveria dar um resultado positivo para a saúde em termos gerais.
E foi exatamente isso que os pesquisadores conseguiram mostrar. No caso dos camundongos, quando uma droga que bloqueia a transmissão do NPY foi injetada no organismo deles, a perda de gordura ao redor do abdômen chegou aos 40%. Junto com isso, os índices de diabetes, por exemplo, que antes estavam altos, caíram.
"Houve um profundo efeito em todo o metabolismo do animal", explica Zukowska.
No estudo, os camundongos também foram estressados pelos pesquisadores, que quiseram com isso simular a vida cotidiana dos seres humanos. Os animais mais nervosos, alimentados com uma dieta rica em gordura, a típica alimentação americana, segundo os cientistas, produziram muito mais NPY, do que os animais também estressados, mas alimentados com uma dieta "diet".
Pílula de gordura
A manipulação do NPY também foi feita com o objetivo oposto. Ou seja, além de diminuir gordura, os cientistas ainda conseguiram criá-la.
Nesse caso, em vez dos camundongos, as bolsas naturais de gordura surgiram sob a pele de macacos.
Depois de colocar pílulas de NPY nos símios, os cientistas observaram o crescimento de bolsas de gordura ao redor das cápsulas. Para os pesquisadores, isso poderá ser usado, no futuro, para a reposição da gordura que se perde ao longo da idade, principalmente na região do rosto.
A própria pesquisadora autora do estudo lembra que existem várias clínicas espalhadas pelo mundo que vendem essa reposição, mas ela não tem nada a ver com a descoberta anunciada ontem.
"Hoje, a técnica usada pelos médicos é baseada em certos tipos de ácido, que além de matar os tecidos, pode causar infecção", esclarece a cientista."


Reportagem da Folha de S.Paulo

Postado por: Thaís Naves Abath

Efeito protetor do aleitamento materno contra a obesidade infantil

Nos últimos anos, vem-se observando um importante aumento na prevalência da obesidade, em diversos países e em variadas faixas etárias, inclusive a pediátrica. Nos Estados Unidos, a obesidade afeta entre 20 e 27% das crianças e adolescentes. No Brasil, Monteiro et al. relataram uma prevalência de obesidade em menores de 5 anos, em nível nacional, variando de 2,5% entre as crianças mais pobres a 10,6% no grupo economicamente mais favorecido. Um estudo de tendência secular, realizado no nordeste brasileiro, demonstrou uma tendência ascendente das prevalências de sobrepeso e obesidade em adolescentes masculinos em todos os estados, no período de 1980 a 2000. Em Recife, observou-se uma prevalência de obesidade de 17,4% em pré-escolares provenientes de famílias de alta renda e de 10,1% naqueles pertencentes a famílias de baixa renda.
O aumento na prevalência da obesidade infantil é preocupante devido ao risco aumentado que essas crianças têm de tornar-se adultos obesos e devido às várias condições mórbidas associadas à obesidade.
Serdula et al. encontraram um risco no mínimo duas vezes maior de obesidade na idade adulta para as crianças obesas em relação às não-obesas. Cerca de um terço dos pré-escolares e metade dos escolares obesos tornam-se adultos obesos.
As conseqüências da obesidade infantil podem ser notadas a curto e a longo prazo. No primeiro grupo estão as desordens ortopédicas, os distúrbios respiratórios, a diabetes, a hipertensão arterial e as dislipidemias, além dos distúrbios psicossociais. A longo prazo, tem sido relatada uma mortalidade aumentada por todas as causas e por doenças coronarianas naqueles indivíduos que foram obesos
na infância e adolescência.
Entre as complicações da obesidade, chama-nos a atenção uma entidade recentemente descrita, a esteatohepatite não-alcoólica. Inicialmente documentada em adultos, vem sendo observada também entre crianças e adolescentes. Sua prevalência vem aumentando, provavelmente devido ao aumento na prevalência da obesidade e também por estar a classe médica mais alerta para esse diagnóstico. Esta patologia se destaca por seu curso freqüentemente silencioso - podendo ser incidentalmente diagnosticada em crianças assintomáticas ou com queixas vagas, como dor abdominal intermitente - e por seu amplo espectro evolutivo, incluindo desde casos com curso benigno até casos que evoluem para cirrose, sendo potencialmente fatal. Suas opções de tratamento são ainda limitadas; a perda de peso gradual parece ser a medida mais efetiva.
Por ser a obesidade uma doença crônica, de difícil tratamento, associada a diversas condições mórbidas e cuja prevalência vem aumentando, ênfase especial deve ser dada às medidas preventivas. Medidas simples, sem potenciais efeitos adversos e de baixo custo são particularmente atrativas. Nesse contexto, vários autores levantaram a hipótese de que o aleitamento materno teria um efeito protetor contra a obesidade, obtendo resultados controversos.
No presente artigo, os autores apresentam uma revisão da literatura sobre o tema, analisando os vários estudos epidemiológicos que investigaram uma possível relação entre aleitamento materno e obesidade, assim como estudos que apontam para a plausibilidade biológica dessa relação e que procuram esclarecer os mecanismos potencialmente envolvidos.


Para saber mais: Efeito protetor do aleitamento materno contra a obesidade infantil

Postado por: Augusto Arcanjo

Complicações metabólicas

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O acúmulo de tecido adiposo contribui para complicações metabólicas. A obesidade é conseqüência de anormalidades do tecido adiposo, ou de seu excesso. Excesso de ácidos graxos livres, principalmente em períodos pós-prandial. Algumas complicações metabólicas podem ser listadas:
- Resistência à insulina
“O termo resistência à insulina é usado quando nos referimos à resistência do organismo à habilidade da insulina em promover o aproveitamento, a oxidação e o armazenamento da glicose, bem como a inibição da liberação da mesma na circulação.”
Uma das causas da resistência à insulina no músculo e no fígado é a alta concentração de ácidos graxos no plasma sangüíneo. Nos músculos ocorre o aproveitamento de glicose, já no fígado ocorre o armazenamento de glicose.
- Hipertensão
Podem existir várias causas para a hipertensão como o relaxamento valvular diminuído, vaso constrição anormal e outros fatores. Os níveis elevados de ácidos graxos causam esse relaxamente valvular e a vaso constrição anormal.
- Apnéia Obstrutiva da Obesidade
A apnéia é outra causa que pode levar a hipertensão. A apnéia do sono é explicável pelo aumento do volume dos tecidos moles das vias aéreas.
- Câncer
As mulheres obesas na pós-menopausa têm uma taxa altíssima de estrógeno, e acredita-se, que esteja associado.




Fonte: CECIL , Tratado de Medicina Interna 22° Edição , Goldman/Ausiello

Postado por: Thaís Naves Abath

ETIOLOGIA

domingo, 12 de outubro de 2008

A obesidade seria uma regrinha básica. Se o consumo de energia exceder seu gasto e se a massa magra permanecer estável, a gordura corporal deve aumentar. Infelizmente, não podemos tratar uma doença não transmissível apenas como sendo uma regrinha. A obesidade é um problema super sério e bastante complexo. A obesidade pode ser evitada ao consumir alimentos de baixa caloria, ao evitar o sedentarismo praticando atividade física. A pessoa favorável à obesidade são aqueles que têm um comportamento sedentário e não tem atividades na vida diária.

Aspectos Genéticos

A obesidade pode atingir qualquer pessoa da sociedade, principalmente as quais têm suscetibilidade genética há essa doença.
“Defeitos genéticos isolados dos quais resulta a obesidade incluem um número de síndromes genéticas clássicas tais como as de Prader-Willi e de Laurence-Moon-Biedl.”
Síndrome de Prader-Willi é um distúrbio genético no qual alguns genes de certo cromossomo faltam ou não são expressados. As crianças que tem essa síndrome injetam hormônios para auxiliar no crescimento linear e aumento da massa muscular, pois a síndrome é caracterizada por pequena estatura. Enfim, o hormônio aumentando a massa muscular, a criança não precisa se preocupar mais com o que comer ou não comer e ganha peso. Síndrome de Laurence-Moon-Biedl é uma doença de herança autossômica caracterizada não apenas pela obesidade, mas também por retardo mental, distrofia retiniana.
Também existem formas hereditárias de obesidade humana devido a mutações nos genes que regulam a síntese de neuropeptídios ligados ao apetite.



Fonte: CECIL , Tratado de Medicina Interna 22° Edição , Goldman/Ausiello

Postado por: Thaís Naves Abath

Reportagem 04/04/2008 do Globo Repórter - Obesidade na mídia

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Abaixo segue a reportagem do Globo Repórter sobre Obesidade. Os vídeos estão divididos em seis partes.




Obesidade na mídia - Globo Repórter (Parte 1)


Obesidade na mídia - Globo Repórter (Parte 2)


Obesidade na mídia - Globo Repórter (Parte 3)


Obesidade na mídia - Globo Repórter (Parte 4)


Obesidade na mídia - Globo Repórter (Parte 5)


Obesidade na mídia - Globo Repórter (Parte 6)

Obesidade e síndrome metabólica na infância e adolescência

Nas últimas décadas a prevalência da obesidade vem apresentando um aumento em vários países ao redor do mundo. Este fato é preocupante, já que o excesso de gordura corporal, principalmente a abdominal, está diretamente relacionado com alterações do perfil lipídico, com o aumento da pressão arterial e a hiperinsulinemia, considerados fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o diabetes melito tipo 2 e as doenças cardiovasculares. Níveis elevados de leptina e de ácido úrico e a alteração dos fatores fibrinolíticos também têm sido observados em indivíduos obesos. O conjunto destas alterações tem sido descrito como “síndrome metabólica” ou “síndrome da resistência à insulina”, já que a hiperinsulinemia tem um papel importante no desenvolvimento dos outros componentes da síndrome metabólica. Entretanto, questiona-se se estas alterações já estão presentes em crianças e adolescentes obesos. Este artigo descreve a fisiopatologia dos componentes da síndrome metabólica e esclarece como este processo ocorre na faixa etária mais jovem.


Para saber mais: Obesidade e síndrome metabólica na infância e na adolescência

Postado por: Augusto Arcanjo